Perfil

Nome:Felipe Soccol Zucchetti
Idade:21
ICQ:212-895-165
Brasil:Serafina Correa-RS
Mora aonde??:Chiampo-Veneto-VI-Italia
E-mail:alguemjaescolheu666@yahoo
Resto do E-Mail:.com.br
MSN:alguemjaescolheu@hotmail.com

Blogs da Galera

O fantástico mundo de Ane
Qué Sabe e Nem Conhece
Historias pra contar
il blogue mio, pórco zio
Se foi, se foi
Euzinha Mesmu
Sabugetetes
Clube Anti-Sopa
Punk Rock XX
Eu Como Sou
O Fabuloso Destino de Christiane
Rabiscando
A Poetisa
Oo°No°oO°meu°oO°bolso°oO°...°oO
Lilo e Stitch
O que que acho da guriazinha
Só sei do q não gosto
The Blog
MUDE
CHINELAGEM
Erro404
DeviantART - Fantasma
Vida sem Novela
Pedro Vieira
Flog da Rafinha
Devaneios da Babi
Blog da Narinha
Freedom
Findamente
Bordel Virtual
Mafia do Sutia
Blog da Nathy

Links

Minhas Fotos
Onde Trabalho
Superdownloads
AE RAJNEESH
Rimbaud
RAUL SEIXAS
Biblioteca Sabotagem - Bons Livros
Folha de Sao Paulo
Cifra Club
TIME
Republica Federativa do Brasil
Exercito Brasileiro
CE - Comunidade Européia
ONU
Dicionario Portugues Online
Indigos

Arquivandomimmesmo
Dezembro-2005
Novembro-2005
Outubro-2005
Setembro-2005
Agosto-2005
Julho-2005
Junho-2005
Abril-2005
Março-2005
Fevereiro-2005
Janeiro-2005
Dezembro-2004
Novembro-2004
Outubro-2004
Setembro-2004
Agosto-2004
Julho-2004
Junho-2004
Maio-2004


Layout Por



terça-feira, 10 de janeiro de 2006

O Weblogger é uma viagem, tem dias que funciona, tem dias que nao aceita a senha, enfim, larguei mao do blog, porque quase nunca consigo acessar...entao, vou nessa, deixo aqui meu grande abraço a todos, quem sabe eu poste ainda alguma vez, de vez em quando, mas vai saber...entao ta...abraço a todos que passaram por aqui e desejo pra todo mundo uma vida melhor...fui...

Nao sei exatamente o que anda acontecendo, sinto como se estivesse esquecendo de mim mesmo enquanto avanço, beirando o descarrilhar, correndo, talvez até demais, sobre essa linha que o destino traçou diante dos meus olhos e que nao consigo mais seguir. Essa sensaçao as vezes me machuca e nao me deixa dormir. Sinto que o fim da linha se aproxima e na velocidade em que me encontro, nao sei se vou conseguir parar.
Acelero o trem e quando chegar ao final, saltarei para o proximo trilho, e sou plenamente consciente da execussao desse salto.
Ai, esse meu instinto quase cigano que nao me deixa conformar, porque me faz agir dessa forma, tao assim...???
Nao, nao sei ainda quanto vou permanecer nessa mesma linha, pois embora sinto o desenrolar das coisas acontecendo apressadamente e em maneira correta, muito correta, nao sei, é como se estivesse parado, e querendo ou nao, é assim que me sinto, parado, e toda essa sensaçao é algo independente do externo, é algo que brota dentro de mim.
A vontade deve ser unica, mas sao tantos os vagoes e nao sei qual deles devo salvar ao momento do salto, esse salto, inevitavel, esta ja se projetando no futuro, e como manda a teoria da relatividade, se move mais veloz do que o tempo e sem maquinista, e se mistura com os muitos passados.
Os trilhos formam varios nòs e laços, e tudo entao aparenta um labirinto, por onde corro com os olhos vendados, vendidos, ventilados, velocidade, é triste, tantas vezes triste obter a compreensao do mundo assim, tao simplesmente assim, e entao surge a duvida: Inteligencia ou sensibilidade??? Absorçao ou simplesmente interpretaçao??? Estou absorvendomimmesmo, mesmo. Estou sò. e somente sò conseguirei desfazer todos os nòs que construi até agora, transformando tudo em uma plenitude de certeza e paz. Mas como???

:: Enviado por Feli - 09:24:51 ::
0 comentários.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

Devo admitir, ultimamente tenho pouca vontade de escrever, mesmo assim, , de vez em quando sai alguma coisa...enfim, esses ultimos dias estava tentando postar, mas a porra do Weblogger me abandonou de novo...nao aceitava mais minha senha e nao conseguia mais acessar o blog...enfim, hoje voltou a funcionar...vai entender...abraço a todos que ainda passam por aqui...e pra galera que nem sabe se existe isso aqui, um alo tambem, enfim, hoje estou de bom humor...fui...

Pensar no futuro sim,
mas sem sovreviver no presente
pelo encanto gerado pela esperança nele.
Eis a virtude.
A virtude.
Solevar a esperança,
transforma-la em certeza.
Eis a virtude.
Num mar de segredos soterra-la,
a esperança enterrar no doce definir inalterado da certeza.
Consciente certeza, similar a paz.
Simplificada. Similar.
Seus delirios provar, depois assistir ao seu sucumbir lento.
O renascer incessante desse eterno semi-existir divino.
Cheio de alma, cheio de dor e melancolia, cheio de calma e alegria.
Cheio de vida, assim preencho o vazio cheio de alma.
Cheiro de alma, se apaga lentamente a chama.
Num mar de cigarros apagados se vao os segundos finais.
Contando regressivamente os positivos e nublados dias da longeva vida.
Ainda bem. Ainda bem que podemos diminuir a dor
inflando com descasos e vicios nossos dias.
Indiferenças e mal-entendidos se prorrogam.
Confusoes e diferenças intrigantes.
Sim, pois, é assim que me divirto,
vendo sucumbir a raça que tento salvar, vendo desaparecer as familias.
Vendo sucumbir minha esperança, mutante, em tristeza.
Novas motivos de vida se escondem no futuro.
Nenhuma duvida, nenhum temer. Somente a certeza.
é tudo que posso possuir, a certeza.

:: Enviado por Feli - 15:53:34 ::
1 comentários.

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Bandidos roubam meu tempo livre,
pagam pouco e pensam em fazer o bem para as proprias fronteiras.
Mas seus atores nao querem mais a luz de seus dias,
nem a força cosmica de seus sois menores,
parentes mergulhados em falso-orgulho.
Vou lhes estripar a aura,
desmanchar seus desejos
e moer suas mandibulas
para que nunca mais falem,
para que nunca mais possam falar...
para que de seus ossos se possa tirar algum proveito.
O ritmo se perdeu,
a melodia tambem,
agora gemidos eletronicos populam minhas membranas cerebrais,
infladas ao maximo para para-quedear pequenos artificios efetivamente eficazes.
No outro lado dos dominios de meu hotel,
onde a escuridao dormia sem pao,
do nada apareceu o bosque e a primavera viva,
como em profecia...
Suspiros inlfados de amor amedrontam os que ouvem,
mesmo assim, da palavra antiga se fez o novo dia,
novamente o novo, sem questoes, se ergue sobre o velho,
carregando a ruina até o climax de seu delirio,
para depois, deixa-la desabar la de cima,
destruindo tudo e começando de novo,
e de novo, e de novo, novamente e de novo.
De todo odio, restaram os fertilizantes que fiz de seus queixos,
Plantei, ausentando seu rancor e os sistemas de suas vozes,
o silencio em meus ouvidos rodeados de barulhentas vozes infames.
Pois sim, sò pelo amor se constroi o novo viveiro,
sozinho e alheio aos seus anseios por livre-escolha,
sigo reto. Em meio aos privos,
aos proibidos, aos insuportaveis anseios insignificantes
e insistentes em sobrevivencia que me cercam.
Sei que triunfos esperam os ultimos golpe de minha espada,
os ultimos goles dessa absorçao insolita,
mas a paciencia foi uma bandeira amiga e de longa jornada,
e nao abandona ainda o seu mastro,
balança conforme a ventania mas nao se rasga.
Vigilantes de sabedoria a mantem em segurança,
com tantas e tantas outras espadas e facas,
e estao longe da rebeldia e da luxuria,
vivem essas no reino, no pequeno e dionisico reino das fadas,
fica do outro lado da propria idéia que o confessa.
Se manifesta irremediavelmente quando encontra a estrada,
essa, faço serpentear continuamente, para nao saber pra onde vou.
Cerco com mil guarda-costas e quinhentos artilhos afiados
todas as areas que considero importantes, cerco.
Ninguem sai, ninguem entra, e de fortalezas, nao construi poucas.
Arremessem seus proverbios e suas indecisas historias,
suas guerras e suas ambiçoes, suas injurias e suas pragas!
Os muros sao altos, os muros sao altos.
Sao todos repetidos e manjados seus movimentos dentro de meu espirito.
Nao precisam se preocupar, hospedes de meu viver,
encontraremos todos juntos uma saida,
e sera mais facil do que se esperassemos mais alguns milenios.
Esta para chegar o outro renascer, os outros sòis,
as outras minucias excentricas daquelas que voces,
hospedes de meu hotel de multiplas personalidades,
definem consciencia e sub-consciencia
e que eu, defino, humildemente, com a palavra, Eu.
O tudo, o nada, Eu sou.

:: Enviado por Feli - 17:28:23 ::
0 comentários.

sábado, 19 de novembro de 2005

Com seus olhos gigantes de abelha,
suga todo açucar da sombra cinza que fugia amargamente numa manha de frio.
Fugas da realidade,
mundos estranhos do interior de sua morada saltitantes aos olhos do mundo.
Revelar segredos sempre é um prazer,
mesmo as falsas mensagens, sem transmutaçao de sentidos,
as vezes se confundem com prazer, prazer em ver o desabar,
como em um dedilhar, niilando, ambiçao infinita do novo revelar,
esse, sempre um repetir, apesar de tudo,
a repetiçao do novo, sempre é nova.
Despertar, despertar, antes do nascer da proxima brisa,
chorar, corar em mil cores diferentes, diversas cores, ambiçar.
Buscando dentro de suas lentes de ambar um aconchego para dormir,
abraçar, abraços e abraços, amargas frutas de um pedaço de ano sem fome.
O sol nao quer parar, revelar, revelar,
o novo sempre é novo, mesmo se se repete,
mesmas palavras, niilar, com olhos de abelha, sugar, sugar,
o açucar da tomba, cinza, fugia amargamente,
amargamente uma manha de frio, amargo.
Revelar, sempre prazeiroso,
mesmo nas falsas mensagens se encontra a transmutaçao dos sentidos,
quase confusos com o prazer, o desabar gostoso de ver,
dedilhando a ambiçao, infinita como as cançoes,
sem repetir, mas repetindo, o despertar,
a brisa nao deve chegar antes do proximo despertar.
Parar nao é o desejo do sol, sempre revelar,
tentando atavessar o ambar de suas lentes,
precisa de um lugar para morar, sim, toda luz precisa de um lar.

:: Enviado por Feli - 10:02:15 ::
1 comentários.

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

Quanta agonia poupar, no dia em que o destino dessa vida atual se concluir.
Nao, nao falo mais em codigo, nao falo mais, simplesmente nao falo.
O silencio de meu pesar vai e vem, e sempre sei, sim, sempre sei.
Por isso nao consigo mais me preocupar, nao um real preocupar.
Tantos e tantos dias fervendo em tristeza e magoa,
e outros tantos e tantos dias de euforia, e me é impossivel nao lembrar,
sim, a memòria longa como a eternidade, as vezes até me faz tremer,
mas vencerei, sim, pensar, pensar,
chegarao os dias de sol eterno e as noites sem final, em celebraçao.
Que saudade tenho de meus dias de nariz cheio e de meus versos pra ninar.
Hipnopedia. E pedia somente uma orelha por onde entrar, um cérebro onde me instalar.
Quanta futilidade provei enquanto me vangloriava por meros descasos do tempo.
Mas varios resultados bons e positivos foram alcançados nessa forma de agir e de atuar,
embora agora, superados e desmascarados os defeitos infinitos do tal sistema.
Chegou agora entao, novamente, como em outras eras,
a fase metamorfica de meu talento na tentativa de mudar algo,
algo no mundo, palpavel enquanto fisico e terreno,
porem ainda nao adaptado ao presente periodo evolutivo,
onde as eras se misturam e se chega ao céu sem necessitosas promessas.
Na proxima escuridao, pequenos detalhes serao mudados,
e ficarao mudos quando as luzes voltarem,
e suas vozes estarao diferentes
quando custurarem suas bocas.
Ao chegar da proxima escuridao, ao seu chegar,
estarei ja irmao do seu inexistente definir.
E irei me encaixar, para o todo sempre, no meio de suas células de luz. Mitocondrial.
E no meio de suas estrelas e cores, simplesmente brincar, sem dor,
sem o eterno retornar da dor, simplesmente brincar, e nao irao me ver mais, nao mais.

:: Enviado por Feli - 15:48:46 ::
0 comentários.

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

A criatividade esta em baixa, a cultura blog, lentamente esta deixando de ser interessante e hoje, enquanto relia velhos escritos, encontrei esse texto.
Provavelmente ja publiquei ele aqui antes, nao lembro quando...Mas enfim, me fez pensar sobre minha viagem atual e me fez tambem confirmar: Realmente estive certo nas minhas velhas conclusoes de adolescente, Nietzsche tambem tinha sua pitada de razao quando descobri seus escritos, la pelos meus 18...enfim, tudo volta novamente, e hoje, estou nessa fortaleza outra vez...o silencio...deve ter uns 5 anos esse texto, curto, mal escrito, la dos meus quinze anos, algo por ali...quando me desdobrava tentando entender a existencia...e executava com tanto esmero sistemas estranhos de comportamento, que pra ser sincero, funcionavam bem até, mas que eram estranhos meeesmo...abraçao ae pra todo mundo...fui porque a vontade ta pouca...vou postar mais pra nao dizer que nao postei nada hoje, to estranho agora, enquanto escrevo, nao sei, enfim, deu na louca de escrever algo, mas to fraco pra escrever ultimamente, entao, decidi divagar no blog mesmo...é, pensar e sempre pensar...estou cansado...mas normal, hoje é segunda, o tempo tava bom na tarde, e ja que choveu durante todo o final de semana. acho que o aparente cansaço se deve a uma rebeldia que tento conter, por tudo estar uma merda ultimamente, e por ter que ficar viajando, fingindo que tudo vai bem pra nao ter que me preocupar, no fim, me estresso do mesmo jeito, e começo a pensar se vale a pena mesmo ficar nessas viagens...Sem contar o frio, ai, como odeio o frio, vem chegando lento pra me congelar la por dezembro...que meeerrrda...literalmente, merda!!! Enfim, fui...abraçao pra todo mundo que ainda passa e pros que nao passam tambem...

Escolha ser sábio e cresça com sua dor
Escolha a burrice e apenas sofra
Escolha a preguiça e apenas ouça
mas nunca chorar
nem se por alegria
nem se por tristeza
porque a dor não existe
e nem o extase por se estar vivo.
Na verdade nem o que é
vivo e saudável pode ser o melhor.
Ouvi todas as músicas
por causa do café que não me deixava dormir.
Transportei meu espírito para a terra do sempre,
para onde o nunca se confunde com o sempre.
Onde pude me sentir mais do que satisfeito
mais vezes, muitas vezes, todas as vezes.
Conformismo é meu nome
minha bandeira pregada no peito.
Não importa os olhos que me cercam
não importam mais,
um dia sim, mas não mais.
A mim, agora, só importa o que faço deles,
dentro de meu silêncio, minha fortaleza.

:: Enviado por Feli - 19:19:58 ::
1 comentários.

sexta-feira, 28 de outubro de 2005

Perene estaçao onde dormirao as recordaçoes.
Mantras estranhos cavalgavam
em meus pensamentos de suma importancia.
Quanta coerencia adaptam ao meu estar esses baralhos de palavras.
Quanta paz adaptam minhas inconfundiveis misericordias insensatas.
Sim, preguei por tantos dias a falta de consciencia
como fundamento de uma possivel liberdade,
mas hoje compreendo que nao existe nem mesmo essa.
E é tudo uma grande confusao.
Enquanto caminho no meio da multidao,
a visao se confunde, e vejo atraves dela,
por dentro de seus mais intimos desejos,
de suas auto-rejeiçoes consecutivas,
enxergando altruismo onde carregam as proprias incompreensoes e ansias.
Em sua bolsa de canguru albino, com filhotes ainda palidos,
esconde enquanto salta, uma vida tao mais saltitante.
Em meio a estradas sem nexo, a boemia exagerada,
consome vidas e destroi coraçoes.
Nunca mais tocar a boca daquela perfeita moça.
E é algo que nao vou encontrar dentro de mim mesmo.
Nao mais suas faces tocarao minhas faces.
Nao mais o seu respirar contra o meu respirar,
nao mais as batalhas ao sexo,
nao mais batalhas na boca da perfeita moça.
A liberdade nao existe, e se existe, nao sou capaz de encontra-la,
nao dentro de mim mesmo, tambem os deuses precisam de amor sem fim.

:: Enviado por Feli - 10:52:38 ::
0 comentários.

sábado, 15 de outubro de 2005

Nao aguento mais essa cidade,
essa gente, essas casas caladas,
e agora o frio, que tanto odeio,
chegando lentamente para brindar o meu cansaço.
Quanta amargura me reservou o tempo,
para o tal proveito dos senhores do mundo.
E quantas injurias hei de proferir ainda
contra esses imbecis vestidos em belos panos.
Ai, a noite foi um fracasso, tudo que vejo
sao grupos de lésbicas e pérfidos drogados.
Sem parafusos no cérebro, seguem em seus enganos.
E nao sou perfeito, sigo tambem com meus enganos.
Sinto falta de uma patria que nao admiro tanto,
sinto sono por dias que dormi demais,
sinto amor por gente que nao sabe amar,
Ai, quantos enganos,
quanto hei de lamentar as escolhas que fiz e que ainda faço?
Ai, quantos enganos,
quanto hei de enganar para poder continuar enganado?
Tantas mentiras explodindo dos reis,
tantas mentiras explodindo dos mares onde dormem os temores.
Paroquias desacreditadas se transformam em vilas pequenas,
pessoas desenganadas fazem a vida parecer serena,
mas onde se escondem as grandes oportunidades?
Onde se esconde a vila suficientemente grande?
Qual é a terra para depositar minha alma?

:: Enviado por Feli - 11:33:58 ::
3 comentários.

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

E voltaram a brilhar os sorrisos de outro mundo,
tao estranhos, mas tao amaveis.
Oh deus, como posso perpetuar esses meus amores???
Sois e ventanias se apossam de meu inquieto planeta,
e das minhas multiplas almas habitantes, poucas restam assim,
intactas, estaticas, sequenciadas.
Entao, me rendo conto de que niilistosamente me persigo,
e vou me enclausurando em paranoias mil, sigo sempre igual,
continuamente confuso com minhas exploraçoes ao mundo da consciencia viva.
Explico cada canto de meu nada, cada minucia de meu tudo,
e nao sei como posso, depois de tanto pensar, nao lacrimejar sequer.
Solidao, solidao, ai, quanto me custa a solidao???
Quanto pesa essa tristeza, na balança do velar que carrega o tempo??
Espancam todos a jovialidade que conquistei assim sem graça,
e criam fracas promessas de felicidade,
tentando caminhar entre nòs.
E o que faria agora, oh sabio cometa de dois mil anos passados??
Banir, banir seus conceitos, sim, oh, mestre dos mestres,
a liçao ja foi superada, banir, banir dos vinhos o teu sangue,
eis o que te proponho, banir o teu sangue dos seus vinhos, oh, senhor.
Deixe-me beber agora o suco da alegria, sem ter que engolir junto a ele,
toda essa cultura que abandonastes e que rolou solta sem moral alguma
convidando para a ceia a todos e nao somente os justos.
Deixe-me provar do bem terreno, sem ter que provar uma gota dessa sua misericordia.
Para onde me carregou a tua proposta benefica??? Para qual tempo fui direcionado???
Abandone essa cruz, abandone, a batalha foi perdida,
e nao desejo mais me aventurar em tuas juras,
enjauladas promessas que nao podemos tocar,
deixar partir as persistentes memòrias que nao podemos isolar,
deixar partir a congruente paròdia que fizeram de teus atos.

:: Enviado por Feli - 15:39:46 ::
0 comentários.

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Forjar meu otimismo das ruinas do meu destino,
eis um desafio que poderia se tornar um desabafo.
Mas, languido, sigo por pistas infestadas de morbidos descasos
e me contagio inteiramente por essa doença,
a qual nao quero parir mas que habita em silencio,
como um parasita, minha alma e meus anseios.
Por mais quanto tempo hei de deixar dormir, hibernante,
minha alma de humano, trancafiada dentro de meus sonhos insoluveis??
Barreiras, fontes de luz azul, em um coberto e pouco simpatico
suposto semblante de um algo que chamam céu,
transitam, perdidas e singelas, em meio as esbranquiçadas moveis-nuvens,
em poucas formas mas em variados relevos,
expondo todo inverno que vem chegando e que odeio tanto,
pequenas manchas azuis, circulando, sobre nossas cabeças.
Posso toca-las, tranquilamente com meu tato-pensante.
Cavo meus buracos na neblina do tempo,
e exploro, incansavel, suas miragens,
na tentativa inutil de deduzir que ele ira desistir da batalha.
Depositos cheios que nao podem esvaziar,
que parecem nao querer esvaziar, depositos de ira,
a furia do tempo, sua perseverança, sua esperança, e sigo,
nao, nao podem, assim, sem mais nem menos,
suprimir o homem e seus sucessores evidentes.

:: Enviado por Feli - 15:44:41 ::
3 comentários.

terça-feira, 27 de setembro de 2005

Tenho que admitir, nao me empolga mais tanto assim postar aqui...confirmei algumas coisas mais importantes durante essas ultima duas semana, coisas que vao alem, talvez alem demais daquilo que as pessoas normais consideram real e verdadeiro, e sinceramente, nao sei se devo seguir nessa tentativa de expor o que penso...ninguem, ninguem é capaz de compreender as coisas que digo, mesmo se eu explicasse durante toda minha vida, ninguem compreenderia um terço do que aprendi nesse meu longo caminho e mesmo se compreendessem, eu nao sentiria nenhuma satisfaçao real por te-las explicado, pior, talvez me sentiria pior do que antes de te-las explicado (o mais provavel), a verdade é que ultimamente uma onda de cansaço vem me abatendo, nao tristeza exatamente, e com isso tudo, algo estranho vem se manifestando em meus neuronios...
Vejo uma escassez de sentido em tudo isso, em todos esses versos, em todas essas lastimas, em todas essas vidas mal-vividas, em todas as horas que perco, por todos as manhas que nao assisto mais...estou melancolico por dentro, triste, me sinto vazio demais pra continuar tentando explicar as coisas e os futeis motivos que movem o mundo (tanto pra relembrar Replicantes : "Resolver os problemas do mundo é coisa de vagabundo!!", nunca disse nao o ser, hehehehe....)...
Preciso dar um tempo pra cabeça...precisaria de umas férias, de um descanso, de novas mentes, novos olhos, novos ouvidos...e tambem preciso de novos hospedes para minha alma andar mais tranquila...enfim, nao estou abandonando o Blog, e agradeço os comentarios da galera, e as visitas (cada vez menos frequentes segundo o contador, mas sempre tem gente que entra)...o fato é que estou cansado pra caralho (nao fiz ainda minhas férias desse ano), e sem contar esse detalhe, preciso encontrar um método para provar novamente pra mim mesmo que estao certas as minhas conclusoes (coisa que geralmente me rouba tempo, preciso de longas meditaçoes mas varias energias estao envolvidas e por aqui anda dificil absorve-las, me faltam fontes)...enfim, vou deixar isso aqui por um tempo sem atualizar, nao sei até quando, pode ser que até semana que vem ou quem sabe até a outra, nao sei...gente, um abraçao a todos, e sempre, mas sempre mesmo, muita festa e muita curtiçao pra todos, pra todos...fui...

Guarda avanti nel sentiero.....

Como podem afirmar a presença do demonio,
se nao provaram ainda do seu beijo de morte??
Nem ao seus toques foram capazes de sucumbir.
Como podem afirmar a soberania dos anjos,
se de seus voos solenes, o que restou???
Somente brisa lenta, quase um eco.
Afirmar vegetalidades, mesmo depois de tantas longas discussoes travadas.
Sobre aqueles campos, em prol daquele trigo,
daquele ouro, olho do futuro.
Caminhando nas pegadas deixadas
pelo bater das asas de uma das pequenas células de Deus.
Agora, depois de vencidos os medos,
e transcorridas as tardes e noites
na penumbra da imagem refletida pela escuridao,
encontraste a luz.
Oh, mais novo e nobre hospede,
uma das gigantes fraçoes do que sou...
Aprendeste como nenhum foi capaz de aprender.
Deixaste todo teu desejo inocente aos travesseiros,
e encontraste na realidade o alento da divinidade.
Agora, que dormes melhor aos sabados,
nao mais pesadelos e figuras estranhas em teu sono,
oh, doce criança, nao deves correr mais, é chegada a hora da pausa.
E de teus sorrisos, de onde saltitavam pétalas,
podes flutuar agora rumo a um além,
tao sonhado e filosofado.
Te carregam agora, os teus escravos designio-sementes,
sem destino e sem fim, uma viagem ao alem, sem esforço algum.
Te carregam.
Minucias e ternuras nao mais podem distorcer,
esses senhores com seus pessimismos e desavenças,
agora que a criaçao se deu, nao mais podem distorcer.
Mais alguns momentos em paciencia e
poderas abandonar tudo que era o eu.
Teras o poder de conhecer a nova voz,
a nova palavra.
Nao mais o eu, ou o tu,
ou o esse, tampouco aquele.
Viveras somente o nòs.
E foi um erro pensar que a essencia
de seu primeiro grau de exteriorizaçao
surtisse algum efeito positivo,
justamente sobre a mente fechada e indobravel dos conceitos.
Sobre o molde dos excentricos e obsessivos prenuncios
impregnados naquele ser e estar habituados a constanscia.
Requintes e detalhes, sim, foram, agora te carrega,
te safaste daquela puniçao que te esperava amedrontada porem autentica.
Tudo para que, antes de sua chegada, nao descobrisses o que tu proprio chamavas liberdade.

:: Enviado por Feli - 18:50:15 ::
1 comentários.

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Preciso me livrar das trevas,
me livrar dos poderes ocultos, sim,
reconquistar minha propria alma,
que ultimamente anda perdida,
sao anos que a engavetei as camisas xadrez.
Hoje, quando acordei, vi, por sobre as colinas um arco-iris,
e sinto saudade do tesouro que ele esconde.
Mas nao posso me lamentar, e nem mesmo isso é um lamento,
sao somente versos, preciso sim, reencontrar o tesouro
e sei que ele sempre esteve la, ou melhor aqui.
Enquanto cortava os cabelos e me olhava no espelho,
pude ver minha barba crescer, grande como o mundo,
e da minha face lisa e orgulhosa,
restaram somente rugas e dois olhos fundos e tristes.
A que mutaçoes mais terei de me submeter,
enquanto jogo louco com meu orgulho
na espera sòrdida de uma morte gentil e breve???
Sinto dedos tocarem a harpa e mesmo sendo doce seu som, corro dele.
Por quanto tempo irei conseguir me manter livre de todo o mundo,
na tentativa inutil de cura-lo???
Como curar um mundo que nao quer ser curado
e que faz nascer estacas em meu proprio peito???
No momento, sinto que preciso do tempo que nao desejei ter,
preciso esvaziar, esvaziar tudo que sei, preciso de meu amigo imaginario
e das crianças que coloquei para dormir logo quando fui criança.
Preciso de aventuras, de silencio, de barulho, de tudo um pouco, e de cores tambem.
Descobri que preciso fazer parte do mundo se um dia quiser cura-lo,
e faz tempo que sei disso, o que nao sei é o que me impede de agir.
é engraçado como as coisas seguem, é engraçado atuar enquanto todos dormem.
Sim, beirando o ridiculo, sobrei insensato num mar de solidao,
e de um verao cheio de flores, levei somente um aperto desgraçado no coraçao.
Sim, sou teimoso, teimoso, e pretendo andar distante,
tao distante quando o sonho me levar, e estarei na agua, como um feto a germinar,
para um dia, quando todos nao estiverem esperando, surgir,
e entao, deixar andar aquela besteira que continuo a sonhar,
mas que por agora nao convem seguir, esta me fazendo morrer lentamente ao inves de me matar.

:: Enviado por Feli - 18:00:27 ::
3 comentários.

domingo, 11 de setembro de 2005

E sinto um algo que nao sei explicar, graças a isso, se perdeu a imagem que possuia de mim mesmo, se perdeu, ora por preguiça, ora por alegrias soluveis ao ar, ora pela mesma coisa, brado melodias e qualquer sorriso cheio, nao sera tao dificil assim, nao, nao sera.
A insistencia com que perduram esses medos e afliçoes por fim me cansam, e agora, adoraria estar completamente sò, tentar sobreviver, mesmo se ja desvendei todos os seus mistérios, a essa aniquilaçao que muitos chamam de vida e que em ultima explicaçao é somente uma sobrevivencia continua.
E entao, numa silenciosa tarde de sabado, coloco pra rodar um som, Mozart, Piazzola e Beethoven, e chega em mim essa coisa que nao sei explicar, surge e resurge, e nao se vai, e perdi as forças para me esvaziar dela, me rendi a ela e nao me esvazio mais, nao consigo mais esvaziar, mesmo tendo raspado os cabelos, mesmo bebendo uma ao inves de duas garrafas de vinho, mesmo se tento me controlar, nao consigo mais me esvaziar dessa coisa.
E sinto que é algo, mas algo que nao sei explicar, me sinto fragil, pois nao consigo mais me desfazer desse sentimento, dessa auto-tortura, nao consigo, nao consigo nem mesmo explicar o porque, de onde veio, como ira acabar, ira acabar?? E buscar soluçoes externas nao adiantou em nada, nao consigo esvaziar, e meu coraçao esta crolando, desabam as tardes, desabam os ensolarados pensamentos, desaba o ponteiro da balança, tudo esta se afundando, e dessa coisa nao consigo mais me esvaziar.
E meu pais de merda que vai sempre mal, e essa gente estranha que nao entende nada, nunca existiu a tal troca de culturas, nem mesmo a tal mudança, nem a globalizaçao, nem o tal comportamento humano elevado do qual se vangloriam, nao encontrei traços dele. Nao sabem nem conspirar ao proprio favor, sim, conspirar, que nao é o mesmo que mentir, falo conspirar, mas em um modo meu, particular.
Existe sim, ao meu ver, um proceder, o qual muitos definem, talvez como nao-correto, e o definem assim por falta de vontade e escassez de fé nao-divina mas humana, e como seria simples esse processo. Um sistema para fazer com que as coisas voem em prol do bem-estar geral das naçoes, do mundo, do universo talvez, mas nao quero parecer exagerado, embora, seria exagero dizer que atravez desse texto, seria capaz de explicar esse tal sistema que guardo dentro de mim, e somente dentro de mim, seria tao simples mas levaria semanas para explica-lo. Me sinto mal por esses momentos em que me sinto perdido em sensaçoes humanas demais e culposas, porque nao tambem, pelo mal que paira sobre a terra e por sobre os mares, e nas mentes.
Engloba um pouco de tudo esse sentimento, um pouco de auto-piedade no nao destruir criaçoes proprias , um pouco de auto-estima e desejo de reconhecimento, um pouco de poder, sim, todas essas futilidades infestam algo que poderia ser tao simples. Sinto abalada a minha fé por causa desses sentimentos invasores, e tenho tambem medo de crolar junto com meu mundo exterior.
Enfim, voltando ao que interessa...Trato esse sistema como um coexistir pleno, procuro nao criar duvidas inuteis. Somente as duvidas essenciais sao verdadeiramente uteis, sao as que fazem realmente parte das pessoas, e todo o resto é um monte de matéria condensada que se move quase inerte ao proprio desejar humano, e chega a ser engraçado que tanta gente perca seu tempo tentando entender a matéria, pois sua propria comprensao do que seria ela, nao chega a se tornar matéria. As unicas duvidas verdadeiramente importantes, as duvidas essenciais, sao aquelas com as quais nòs devemos perder nosso tempo. Ah, sim, eis ai uma duvida interessante, o tempo, a felicidade, a dor, as vozes que circulam nossos pensamentos sem cessar um instante sequer, os sonhos, o mundo das idéias, o tempo. Varias vezes me diverti brincando com o tempo.
A verdadeira intençao é suprimir, mas sem que os outros percebam, as suas proprias capacidades fisico-naturais de imitaçao, as capacidades dos outros, que para nòs, centros de nos mesmos e de nossas essencias, nao passam de personagens, inexplicaveis e incompreensiveis, embora tambem responsaveis por aquilo que sentimos, e pior, isentos de culpa.
Se tornariam compreensiveis, segundo minha visao, somente por meio de um verdadeiro amor, algo, como, misticamente falando, transcendental, nao algo ligado a normal concepçao a qual muitos, talvez tantos, possuem do amor.
E durante essas minhas buscas das verdades essenciais que movem o mundo, sem querer, sem explicaçao, apareceu essa coisa, essa coisa do transcendental, essa coisa que nao sei explicar, e que me rouba tempo, e me consome energia, e que ao mesmo tempo em que me faz bem, transforma-se em tortura, mas da qual nao pretendo me desfazer facilmente.
Se apresentou a mim, em sorrisos, em olhares, em gentilezas, em poucas frases. E nao consigo mais parar de pensar nessa coisa, nessa janela que se abriu, sem querer, para mim, durante minhas jornadas a normalidade da cadeia industrial italiana. Acredito tenha acontecido devido ao meu assumir outras personalidades, mais primitivas até, durante o periodo em que trabalho, na tentativa idiota de tornar-me assim, mais cabivel aos normais que me circundam, e talvez, como em um jogo complicado demais, me perdi, sim, deve ter sido isso. Nao sei. A verdade é que nao sei como aconteceu essa historia da paixao, foi algo externo aos meus desejos.
Nao consigo mais me esvaziar dessa coisa, nao mais, acho que nao quero me esvaziar...
Devo partir??? E se nao passar???
Partir pra nao mais voltar??? Nao queria me esvaziar...
Nao quero me esvaziar...nao dessa vez...preciso estar sò com essa coisa...
Paciencia e esperar...

:: Enviado por Feli - 11:35:31 ::
0 comentários.

terça-feira, 6 de setembro de 2005

As manhas do ançiao perdidas, em ninhos fétidos, habitados pelos ratos, e somente o vinho podera salva-lo desse contagio que tentam impor com seus grunhidos.
Bem vestidos, todos os ratos sabem parecer humanos, sabem parecer, embora sejam na realidade somente componentes insensatos, estaticos de um circo de onde nao carregam nenhuma felicidade. Transbordam lastimas de seus ventres carregados de alcool, e desejam o contagio, desejam espalhar por sobre a terra toda essa comédia que vivem sem consciencia, todo esse consumo que os mantem em posiçao de verdadeiros roedores.
Poderiam consumir todo o queijo em um sò golpe, mas nao o fazem, entre seus lamentos, provam uma pequena porçao, se sentem satisfeitos por algumas horas, depois comem outra porçao, e depois outra, e nos intervalos, lamentos, sucessivamente, como uma sinfonia de poucas notas e repetidas manobras. Lamentosos roedores com grandes panças vestidas de veludo e seda, seus bordados e vestes nupciais, como os ve ridiculamente zangarilhar, isentos de sentido, inocentes tambem, isso sim, inocentes, e é certo disso o ançiao, mas ridiculos, pequeninos.
Digerem lentamente as emoçoes e sem que percebam, transformam-se cada vez menos no ideal que move seu idealismo secreto porem vivido e sentido. Exprimem falsos sorrisos, enquanto a chegada do frio lhes pendura as orelhas e lhes espatifa os ossos pequenos de suas patas peladas.
Sabem parecer, somente parecer. Padecem, sim pois, padecem, essas velhas ratazanas que uivam tristezas sem sentido.
Nao percebem em seu meio o anciao, nao o reconhecem, sim, pois o consideram um rato desde o dia em que perderam os seus olhos internos de nao-animais, e essa perda, nao foi mais do que um simples desejo do proprio, que sem esforços, os desvendou em poucos pensamentos, sem contato visivo, desvendou, e organizou tudo, o plano, sim, tem um plano.
Contam ainda com aqueles velhos juizos, esses em suas carcaças peludas e vestidas. Pelos séculos
arrastaram ao presente esses juizos, e suas imagens refletidas na multidao de semelhantes tornaram-se indefinidas, impagaveis, sentem um prestigio inexistente, vivem esse prestigio, mas tanto para eles mesmos, como para aqueles que os circundam, continuam a parecer, somente parecer, nao sabem ser, somente parecem ser, continuam ratos, e sabem de sua condiçao. Roer, roer, roer.
A decadencia caminha segura e sem magoas, se posiciona mansa, dentro de suas casas, dentro de suas mentes, e extinto uma vez o desejo de mudança, extinto sera para todo sempre.
Muitos consideram um fator biologico esse instinto, esse tal "adaptar", mas a verdade é que biologicamente falando, se tornaram tao ratos quanto os ratos que correm pelas beiras de seus grandes rios de excremento e lixo, tao ratos quanto os ratos reais, que se esgueiram pelos muros destroçados das estaçoes que nao recebem com prazer os seus hospedes.
Sim, hoje esta triste aquele que o mundo tenta tocar, mas nao morreu entao, nao ainda, esconde surpresas e folias novas em seu leque, e enquanto o mundo se encarrega de abanar o calor embora, sabe ja o que esta pra acontecer, como profeta, manipula as proprias angustias, e mesmo arriscando a criaçao de novas angustias, tantas vezes mais complicadas, nesse intervalo, nesse "entre as coisas", esconde uma fatia de progresso, na tentativa de curar essa eterna peregrinaçao ao queijo, mesmo se ja é certo, antes ou depois, o queijo acaba, e somente raizes poderao roer, se elas nao sumirem antes, buscando o fundo da terra, fugindo ao fundo do espirito que um dia ira vomitar o mundo, limpo e claro como as palavras.

:: Enviado por Feli - 18:08:25 ::
1 comentários.

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

AE Galera...fiquei sem computador por 3 semanas, e agora ta meio tarde pra escrever, mas agradeço pelos coments ae e peço tambem desculpas pela ausencia prolongada...
alto azar, periodo de férias e nao tinha quem arrumava...logo que me recuperar, escrevo alguma coisa mais descente...abraçao a todos...fui...

:: Enviado por Feli - 19:27:02 ::
0 comentários.

sábado, 6 de agosto de 2005

E nao tiro do pensamento mais essa idéia, essa sensaçao que nao compreendo, esse inferno onde entrei e começo a deixar raizes, e por mais raizes que deixasse pelo tempo, me estendia, para longe, distante, por sobre esse vale, e mantinha aceso o cigarro, equilibrista, para viver menos tempo nesse vislumbre que me é a vida. Pois sim, é um vislumbre. Todos parecem felizes, sentem-se felizes, mas precisam de alguma coisa, um algo se perdeu nessa estaçao, uma possibilidade de ser feliz se perdeu nessa estaçao.
Hòteis e pragas contidas, bebidas devoradas e caravelas de pensamento, tudo isso nas praias semi-desertas onde encontrei deus a se coçar entre um pensamento e outro.
A paz. O barulho das ondas do mar como se fossem passos, sonoros passos, a sensaçao de estar sendo seguido sempre, a todo momento, os passos do mar, cantos do mar. Era ali, ao meu lado, deus, e era tao sem fim, tao sem fim. Pequeno como idéia, como imagem, como pseudonimo, como imaginaçao instantanea, processada conforme percorria a realidade com os olhos. O sol surgia para o amanha, contando segredos, revelando combinaçoes, poderia somente ser essa entao a magica do seu calor. E era tao mais distante, como um farol via o sol naquele céu alaranjado e azul. E com isso tudo, algo se perdeu nessa estaçao, algo, e sinto sentir. Até portugues, mas em outras caravelas, as do conhecimento, troca de idéias. Caravelas de pensamento, banhadas ao cais, sem destino, sem ninguem pra onde ir, sem idéias para digerir o que chegar do mistério, uma conversa sem senso algum, para um adeus tranquilo e pouco fragil, e outro adeus tranquilo, para as pessoas que se disfarçavam em crenças de poderes sensoriais, nao entendem um bem nada de nada. Mereciam uma falta de respeito, como em antigos rituais, Esses imbecis, dançavam como os macacos bebados da humanidade, dançavam e cantavam, como joaninhas de vinil, de pernas pro ar, tudo em uma noite com varios DJs. E suas oposiçoes, tambem, inutilmente ignoravam qualquer tentativo de parar. Me deixaram pasmos, nao paravam. E exigentes.
Eu, exigi a bebida que mais apreciava ao momento, me sentia destacado, e foi bom esquecer tudo e voltar.

:: Enviado por Feli - 09:28:49 ::
4 comentários.

sábado, 30 de julho de 2005

Ae Galera...ultimamente creio de nao conseguir mais ser claro com as pessoas, esse texto escrevi agora, pensando a respeito da vida atual, que anda meio apagada em todo o mundo (segundo relatos recolhidos em algumas das viagens que fiz ultimamente, sozinho, pela Italia, esses relatos, de pessoas de varios lugares diferentes)...Espero conseguir ser claro no que quero transmitir aqui embora nao existe nenhum verdadeiro proposito para que eu continue fazendo isso...um abraço a todos que ainda passam por aqui, e aproveito, ja que estou aqui, pra pedir desculpas pra galera dos blogs, andei meio sumido da net, ultimamente ando confuso demais, e esta dificil para me comunicar com o mundo...espero que compreendam, e desejo a todos um otimo final de semana...abraço a todos...fui...

A maior desilusao para com o mundo, aquela que me acompanha por todo lugar, por todos os dias, a magoa que carrego comigo, é ela, a democracia. Que dos sonhadores do passado herdou a forma e que por motivos inexistentes, por aqui parou, estagnada, plena de conceitos e proibiçoes, direitos e deveres.
Quando penso que todos que aqui estao, vivos, membros de suas familias, filhos de um qualquer coisa, geralmente sao frutos do amor de seus pais, ou pior, avos, acredito sentir o quanto faz falta o amor no mundo moderno. Nao falo de sexo, sexo como animalesca parodia do que se define humano em capas de revistas, na televisao ou nos jornais. Nem falo de quimica, nem de afinidade, nem de semelhanças ou de acasos; falo de criaçao. Ninguem é capaz de criar um amor consciente, nao-macaco. Um amor definitivo, uma opçao de libertinagem, uma verdadeira opçao desligada de todos os conceitos e mundos exteriores (como a oferta que faz a igreja com o seu aclamado ainda, matrimonio). Falo de amor como uma opçao, simples, seca, como palavra seca, amor por opçao, consciencia e transmissao de energia vital, por opçao, por, enfim, amor. Transmitir segredos pela voz, pelo olhar, pelos sentidos que nos foram presenteados, evoluir.
Ao inves de tudo isso, convivemos constantemente com a falta de crença nesse tipo de fabula, nessa utopia que todos esperam encontrar em um sorriso, em ois e em tchaus. Se perdeu a idéia, ninguem mais cre nisso, ninguem, e mesmo se esse amor que todos buscam se auto-construisse diante dos proprios olhos, ninguem o reconheceria como tal. Reclamam da falta de felicidade, da rotina, dos problemas do lar, das casas pequenas e de seus sapatos apertados, e da calça que comprou e que no final das contas nem usou. Sim, vivenciamos hoje essa falta de amor (e agora um trecho de uma frase citada em varios lugares me vem em mente embora nao conheço o autor : "...é aquilo que nos faz humanos...").
Esse, talvez, poderiamos definir como um periodo de transiçao, e realmente, um fundo de verdade no que é mistico e que me toca, carrega consigo a razao real deste periodo, pra nao dizer deste começo de seculo, podre e insensato, carregado de nuvens que nao querem chover.
Me causa pena essa falta de evoluçao que caminha sobre o mundo, continuam todos, precisamente todos, como macacos, em busca de bananas ou de formas para consegui-las o mais rapido possivel, e em maior quantidade, como animais, buscam uma possivel macaca, para possiveis macaquinhos, para possiveis escravidoes, para suprir necessidades, e somente elas, as necessidades. Necessitam realmente de poder reproduzir o erro que transformamos em ideal, com insistencia, de que somos felizes, sim, o erro de acreditar que somos felizes. Se perdeu a auto-preservaçao, a elevaçao da consciencia, a viagem atraves do que é a carne.
Grande parte dessa deficiencia na nossa jornada evolutiva, querendo ou nao, tem origem exatamente ali, onde se acreditava ter conseguido algo ideal (e aqui, aparece a democracia, como uma mentira manjada mas toleravel).
"Afinal, temos um sistema politico bastante organizado" (o que nao quer dizer que seja honesto com nossas verdades mais intimas, nem da parte dos oprimidos, nem da parte dos opressores).
"Construimos uma sociedade organizada, com maquinas e oportunidades para usufruirmos de nossa preguiça eterna com prazer" (mesmo se nao fazemos quase nunca uso dessa preguiça, somente possuimos e basta).
"Definimos metodos precisos para mantermos nossos futeis habitos e nossas necessidades basicas a nossa disposiçao, a qualquer momento, 24h" (digamos, um sistema economico-industrial, nao eficiente, mas suportavel, visto a falta de coragem que condividem todos, e com orgulho).
"Estamos criando sistemas para a proteçao ambiental, para que nossos filhos possam beber agua" (e para que as empresas produtoras de remédios possam produzir e estudar melhor o que nos foi deixado aqui, sem explicaçao nenhuma, por sabe-se la quem, com o intuito somente de manter funcionando nossa ilusao monetaria de que somos eternos)
Claro, esse sistema nunca sera perfeito. Em parte graças ao sistema economico, afinal, custa demais produzir energia limpa e barata, custa demais aos empresarios a diminuiçao da carga horaria, custa demais parar um mes por ano.
Depois surge a duvida na cabeça daquele pequeno contribuinte, na cabeça daquele pequeno honesto: "Quem iria sair ganhando, quem iria se tornar o mito?? Como viver sem os ricos opressores que aderem a cultura da imagem e geram confusoes dignas de intelectuais nas mentes dos pequenos, dos pouco acesos?? Como frear um pouco essa escravidao que se tornou viver??? Somos rodeados de progresso e de possibilidades sadias de vida embora por algum motivo oculto, nao conseguimos nos libertar de nada, nem de nos mesmos, nem de nossas necessidades, nao somos livres de nada.
é, é grande o problema que enfrentamos amigos, muitos de voces nao percebem, muitos outros sim, é grande o problema que enfrentamos, hoje, nòs, viventes do mundo. E embora todos estejam fartos de saber o quanto é pérfida essa espécie de sistema no qual nos envolvemos sem culpa ao nascimento, conseguimos sempre negar a possibilidade de uma verdadeira revoluçao mental, consciente, pacifica, neutra e plena, com a qual poderiamos, tranquilamente, respeitar nossa essencia natural como seres vivos inteligentes, conviventes, organizados e felizes (inteligencia existe, sim, existe, sò nao se manifesta, dadas as circunstancias).
Nao deveriamos mais rir, rir dessa democracia, desse sistema que querendo ou nao, sò cria diferenças ilusorias e responsaveis pela grande parte das merdas que acontecem na vida. Nao deveriamos. Sera que a preguiça que nos impedem de usufruir vem usada durante nossas horas de folga??? Sim, deve ser isso.

:: Enviado por Feli - 10:17:43 ::
1 comentários.

quarta-feira, 27 de julho de 2005

Como o tocar de mil bandoleiros, destroem todas as auroras com os seus olhos e bocas. Nas mentes de todos aqueles estranhos em silencio e que circulavam morbidos, ligeiros, sem esbarrar em ninguem durante o caminho, organizados, alguns filhos do luxo outros patinhos feios, morcegoes, patroes e vagabundos, todos eles, ali, vivenciando aquele milagre como turistas num parque onde nao se fala a sua lingua, sobrios e sorridentes, nas suas mentes, escondem-se sob a mascara do juizo todo o falso progresso que engolem os seres puros, ou melhor, o progresso que tentam nao engolir mas que acabam engolindo.
Em alguns de seus problemas, podiam-se notar: isolamentos conceituados e cheios de proverbios, conversas solitarias enquanto ainda acordados, medos de roncos na barriga quando em lugares silenciosos, fome voluntaria, euforia insensata e volume demais na voz, ausencia de consciencia civil e falta de noçao quanto ao convivio natural e isento de idealismo, observadores , participantes disso tudo enfim, compositores e ouvintes da melodia antiga que virou vida por acaso.

:: Enviado por Feli - 07:42:49 ::
1 comentários.

quinta-feira, 7 de julho de 2005

Como os Genios da partilha,
corroendo lendas em troca de novas lendas,
povoando missoes indefinidas, missoes sem identidade,
como os genios da partilha.
E em seus reflexos adversarios, embaralhados como macacos e galhos,
jaziam pequenas piedades, pequenos devaneios de sociedade,
algumas belas imagens, belos ambientes, belas roupas.
E como genios da partilha seguir, buscar desejos, tres desejos.
Sequencias magnificas moviam o excentrico dado
que girava até o cair da sorte junto com o sol.
E naquele naufrago momento em silencio, flutuando chegaram novas palavras,
navegando pelo ar, pelo ar, pela rua, pelas faces dos que passavam, e olhavam,
e viam, e reagiam, e expressavam, entao calavam,
depois com a mao no queixo, pensavam a respeito,
algo desconexo mas interligado quase que por detalhe,
o desejo, um suspiro, a extinçao do desejo, a falta de assunto,
o silencio, o barulho dos passantes, pensantes, tanto eles quanto o antes,
pensantes, durante todo tempo,
a mesa, o toque e a mesa,
o garoto frances e seus canudos coloridos,
calculadoras e caixas abrem e fecham, gente passando,
yah, yes, yap, are you alive??
Por ultimo, expresso em silencio, jamais viria provado,
o desejo nao expresso pois chega depois do excesso,
quando o dia ja esta em luz, banhado dela, cadeiras ao sol,
banhadas dele, senhoras e seios ministeriais sem caoticas fantasias,
tudo normal, top less, bandeiras estranhas penduradas no cais,
turistas e mendigos dando bom dia ao céu,
deitados no meio do caminho,
sobre desejos de caminho pela parte dos jovens sòis
que se vestem para nao brilhar, e cozinham sob os tecidos leves,
eles e suas roupas claras, infladas pela sua ilusao de que tudo é perfeito.

:: Enviado por Feli - 07:17:42 ::
3 comentários.

quarta-feira, 29 de junho de 2005

AE galera, bah, nao sei, ando meio down pra escrever ultimamente, nao sinto tanta vontade de postar...
Aqui ta um calor do caralho e ta foda pra querer pensar em muita coisa...andei até pensando em abandonar o blog, mas de vez em quando é legal publicar alguma coisa (mesmo se ninguem comenta, curto o lance de manter esse blog semi-atualizado)...
No mais, tudo normal, vou deixar mais um texto, um pouco estranho, eu sei, mas foi o que me saiu durante uma tentativa de conexao com algo estranho nos interiores de minha linha de pensamento, ainda nao descobri o que é (as visoes eram mais claras em pensamento do que em texto, mas tudo bem).
Abraçao a todos, e muita festa...fui...


Neste momento explora, longas memòrias,
e sozinho, enquanto escrevo, prenota as horas nos dedos,
movendo os dedos, digitando palavras, explorando dicionarios,
brincando de segredos, secretos sonhos incertos, utopicos,
indigestos pela opiniao, e estava se escondendo,
durante esse tempo todo, la naquela fonte dourada,
que depois virou barro e desejou sumir. O nada.
A dor pela existencia de uma tal poderosa nadificaçao,
a decadencia existencial. Pausa.
Pensem sobre o que estou transmitindo.
Exprima alguns dementes anseios, e explore sua respiraçao,
visite o céu com estrelas, boneco de papel, jogado do lado da estante,
um principe caido no chao, com cartola, verde ao fundo, muito verde,
alguns tentam ajunta-lo. E a visao vai e vem.
Se aproxima e fica mais distante.
O sol ofusca um pouco, entao, lentamente, varias tomadas,
varias tomadas, caindo do céu.
Caindo do céu, e a garota se pos a tremer.
As tomadas caindo do céu,
se foram todas idéias pro papel.
Milhao depois de milhao, as tomadas caindo do céu.

:: Enviado por Feli - 14:05:54 ::
3 comentários.



*Esse layout é uma criação exclusiva de Bruno Maximus*